NO RULES, GREAT SPOT

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NO RULES, GREAT SPOT!
PROCURAM-SE IDEIAS PARA A PRAÇA DE LISBOA | PORTO
/ATÉ 31 DE MAIO/
(scroll down for english version)
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 “(…) o processo urbano não se esgota no/com o político; a gestão democrática para não ser jogo alegórico exige inquérito e informação, participação e permuta, processo e projecto, realização e avaliação; a comunidade portuense dispõe de uma razoável tessitura de conhecimentos sobre como o Porto se fez cidade, pesem impudicas desconfianças e impaciências múltiplas. À data, face ao culto romântico da memória, à agitação da festa progressista, do economicismo politiqueiro e tecnocrático, e no esforço de um processo de sentido que pondera/valida operatoriamente a precariedade da situação presente, manifestei como instrução útil que “não basta dizer: os conceitos movem-se. É necessário ainda construir movimentos capazes de movimentos intelectuais. Do mesmo modo não basta fazer sombras chinesas, é necessário construir imagens capazes de auto movimento” (Deleuze). Daí que contra a cegueira iluminada dos autistas de “este Porto tem direitos de autor”, manifestei que, faz tempo, “chegou o momento em que a liberdade não tem qualquer outro significado senão o de ser vivida humildemente. É mais uma qualidade do Homem, e cada vez menos o seu privilégio” (Agustina Bessa-Luis)”.
Manuel Mendes, “Baixa Portuense” - Pura Representação in Porto 2001: regresso à Baixa
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PORQUÊ UM CONCURSO PARA A PRAÇA DE LISBOA?
No rules, great spot - a frase inscrita/grafitada num dos muros da demolida Praça de Lisboa - é o mote deste concurso internacional, dirigido a arquitectos, estudantes e a todos os cidadãos interessados, para um espaço paradigmático em pleno centro da cidade do Porto. Um concurso que procura ideias e propostas capazes de compreender a dinâmica deste espaço no contexto em transformação da cidade, mas simultaneamente, provocar um debate intensivo e extensivo em torno da reabilitação urbana enquanto projecto partilhado e informado, participado e discutido, envolvendo a comunidade e articulando aqueles que sempre foram os agentes fundamentais de construção e problematização da cidade – os arquitectos.
A cidade é projecto colectivo da comunidade e faz-se na e com a participação de todos. O concurso, como modo de intervir, não é apenas procedimento burocrático da democracia, mas o momento, o limiar, em que na cidade se abre um espaço democrático de discussão e debate, em que o destino da cidade se abre a todos e onde todos podem fazer parte dessa (re)construção. O concurso não é tanto o modus operandi que escolhe esta ou aquela proposta, mas a oportunidade de um diálogo, que restabelece uma ligação próxima entre cidadãos, arquitectos e políticos. Em suma: onde a cidade se faz projecto colectivo e partilhado.
É precisamente na vertigem de um conjunto de concursos altamente exclusivos e complexos – de concepção, projecto, construção, manutenção e exploração – lançados pela Câmara Municipal do Porto e pela Sociedade de Reabilitação Urbana para espaços paradigmáticos e públicos da cidade (como a Praça de Lisboa, o Mercado do Bom Sucesso, Mercado do Bolhão…), que não só anularam qualquer hipótese de debate como traçaram caminho para um divórcio cada vez maior entre portuenses e a sua cidade, que se afirma a necessidade deste concurso de ideias.
NO RULES, GREAT SPOT | PROCURAM-SE IDEIAS PARA A PRAÇA DE LISBOA, tenta assim ocupar esse terrain vague da participação democrática, articulando uma nova relação entre cidade e cidadãos no contexto urgente da reabilitação, assumindo o papel essencial dos arquitectos e afirmando esse direito fundamental de um projecto que só pode ser senão colectivo: o direito à cidade!


TODA A INFO SOBRE O CONCURSO | NO RULES, GREAT SPOT!
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(…) an initiative to ensure that the urban process is not filled with politics; that the democratic management, so as not to be a game of allegory, demands inquiry and information, participation and interchange, process and project, accomplishment and evaluation. The Oporto community makes use of reasonable body of knowledge on how Oporto made itself a city and an useful plurality on how it wants to be as a city, including multiple distrust and impatience. Up to now, when face with the romantic cult of memory, the agitation of a call to progress, the political and technocratic economics, and the effort of a process of sense that ponders/evaluates operationally the precariousness of the present situation, I protested with the useful instruction that it “is not enough to say: the concepts are moving. It is still necessary to construct movements capable of intellectual movement. In a similar way it is not enough to make Chinese shadows, it is necessary to construct pictures capable of a auto-movement.”. Therefore, and against the illuminated blindness of the autistic of “this Oporto has its copyrights”, I protested that it was time that “the moment in which freedom does not have any other meaning than that of being lived humbly. It is more and more a quality of man, and less and less his privilege”.
Manuel Mendes, “Oporto Baixa” – Pure Representation in Porto 2001: return to Baixa
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WHY A COMPETITION IN PRAÇA DE LISBOA?
No rules, great spot – the sentence written/graffiti in a wall of the demolished Praça de Lisboa – is the motto for this international ideas competition to a paradigmatic space, at the core of the Porto city centre, and pointed to all architects, students and interested citizens.  This competition seeks ideas and proposals that are able to understand this spaces dynamic in the context of the urban transformation of the city, and also to provoke an intensive and extensive debate around urban rehabilitation as a shared and informed, participated and discussed project, involving the community and articulating those who have always been the fundamental agents of city's construction and problematic: architects.
The city is a collective project of the community and it is made in and with the participation of everyone. Competition, as a mean of intervention, is not just a bureaucratic procedure of democracy, but the moment, the limit, where the city opens a democratic space for discussion and debate, in which city's fate is open to all and everyone can be a part of that (re)construction. The competition is not so much the modus operandi that chooses this or that proposal but the opportunity of a dialogue, that re-establishes a close connection between citizens, architects and politicians. In short: where city is made collective and shared project.
It is precisely in vertigo of a whole set of highly exclusive and complex competitions – competitions seeking conception, project, construction, maintenance and exploitation – launched by the Porto's City Hall and Urban Rehabilitation Society that, guided by a single speculative logic, annulled any possibility of debate and discussion, and also drew the path to a growing divorce between city and citizens, justifying the need for this ideas competition.
NO RULES, GREAT SPOT | WANTED: IDEAS FOR PRAÇA DE LISBOA - PORTO, tries to occupy this terrain vague of the democratic participation, articulating a new relationship between city and citizens in the urgent rehabilitation context, assuming the essential role of architects and firming that fundamental right to a project that can only be collective: the right to the city!


ALL INFO ABOUT THE COMPETITION | NO RULES, GREAT SPOT

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