Vinte teses sobre a subversão da metrópole ▬▬ Marcello Tarì




Tese 1
Definimos a metrópole como o conjunto compacto de territórios e dispositivos heterogéneos atravessado em todos os pontos por uma síntese disjuntiva; não há efectivamente qualquer ponto da metrópole onde a autoridade e a resistência, a dominação e a sabotagem, não estejam potencialmente presentes ao mesmo tempo. Um processo antagónico entre as duas partes, cuja relação consiste na hostilidade, preenche totalmente a metrópole. Por um lado, consiste, em concordância com a sua etimologia, no exercício de uma autoridade que é irradiada sobre todos os restantes territórios – portanto, todo o lado é da metrópole [1]. É o espaço no qual e a partir do qual a intensidade e a concentração de dispositivos de opressão, exploração e dominação se expressam no seu mais alto grau e extensão. Na metrópole, a cidade e o campo, a modernidade e a segunda natureza entram em colapso e acabam. Na metrópole, onde a indústria, a comunicação e o espectáculo compõem um todo produtivo, a tarefa que se espera do governo consiste na conexão e no controlo da cooperação que se faz na base, para ser depois capaz de extrair mais-valia através de instrumentos biopolíticos. Por outro lado, é o conjunto dos territórios em que uma mistura heterogénea de forças subversivas – singulares, comuns, colectivas – consegue expressar o nível tendencialmente mais organizado e horizontal de antagonismo contra a autoridade. Na metrópole, não há lugares e não-lugares: há territórios ocupados militarmente pelas forças imperiais, territórios controlados pelo biopoder e territórios que entram em resistência. Por vezes, muito frequentemente, esses três tipos de território interpenetram-se; outras vezes, o último separa-se dos dois primeiros; e, ainda noutras ocasiões, o último entra em guerra contra os dois primeiros. O banlieue é emblemático desse «terceiro» território: mas, se todo o lado é da metrópole, então também é verdade que todo o lado é do banlieue [2]. Na extensão metropolitana da vida comum, vive a intensidade da imaginação revolucionária do comunismo que vem.

Tese 2
Nas lutas metropolitanas, a greve biopolítica define a articulação principal da estratégia de ataque que as formas de vida irreconciliadas movem contra a metrópole da autoridade. Hoje, a recusa do trabalho não pode ser senão a recusa da concessão de fragmentos de vida, fragmentos de afectos e pedaços de conhecimento ao capitalismo cibernético. Hoje, a luta contra o capitalismo significa directamente a subtracção dos corpos à exploração e o ataque à rentabilidade, a guerra de guerrilha contra a descaracterização e a apropriação violenta do comum, a sabotagem dos dispositivos de controlo e a desestabilização da representação social e política. Mas também, e de modo igualmente directo, a experimentação selvagem no interior das formas de vida, a libertação dos afectos, a construção de comuns, a inoculação da felicidade e a expansão dinâmica de desejos. Da mesma forma que os corpos – tanto na singularidade quanto na população – são os alvos da polícia biopolítica e da exploração, a greve humana, biopolítica, psíquica e geral contra a metrópole só começará a partir da singularidade: é na singularidade como forma de vida que reside a ingovernabilidade que resiste ao biopoder.
A iniciativa capitalista pode ser antecipada, apenas se a recusa singular difusa for acompanhada da decisão de construir uma organização metropolitana das autonomias, capaz de levar formas de vida rebeldes a tornarem-se uma multitude insurgente. Quando as singularidades emergem como um corpo comum, a ingovernabilidade pode tornar-se processo revolucionário.

Tese 3
A táctica do bloqueio é essencial para a efectividade da greve biopolítica quando esta se torna verdadeiramente metropolitana, ou seja, quando excede a especificidade e se estende por todo o lado como uma paralisia do controlo, uma obstrução à circulação, um vírus contracomportamental, uma suspensão da produção e da reprodução, uma interrupção da fábrica de comunicação. Por outras palavras: impedimento do curso normal da valorização capitalista. Os bloqueios são o que permite reconhecer o fazer-se generalizado da greve biopolítica. Os piqueteros de Buenos Aires [3] e a revolta contra o CPE em França [4] tornaram evidente a força e a capacidade de organização. Os bloqueios são sinais materiais da secessão relativamente ao capital e ao biopoder. Todo bloqueio metropolitano abre outras estradas, outras passagens, outras vidas: o bloqueio metropolitano é necessário para a construção e a defesa do êxodo.

Tese 4
A sabotagem responde à necessidade de unificar a desestabilização do governo e a desconstrução da autoridade e, dessa forma, reforçar os bloqueios metropolitanos. Intervém a níveis diferentes na vida metropolitana: da singularidade anónima, que abranda o ritmo da produção-circulação de valor, à intervenção pontual e devastadora do conflito declarado. No primeiro caso, é um comportamento espontâneo, difuso, contra o trabalho; no segundo caso, é inteligência subversiva que interrompe diagonalmente a mediação do conflito na governamentabilidade. A ciência subversiva da metrópole, portanto, define-se também como ciência da sabotagem.

Tese 5
Quando a greve biopolítica, a sabotagem e o bloqueio convergem entre si, criam os pressupostos da revolta metropolitana. A insurreição metropolitana torna-se possível quando a junção de lutas específicas e a acumulação de revoltas se transformam em estratégia global que investe (ou sacode) territórios, existências, máquinas e dispositivos.

Tese 6
Centros sociais [5], espaços libertados, casas e territórios tornados comuns devem ser submetidos à crítica política da multitude e transformados em novas Sociedades de Socorro Mútuo. Tal como nos séculos XVIII e XIX, essas agregações territoriais podem fornecer não apenas a solidariedade entre singularidades, a mutualidade entre formas-de-vida, a organização de lutas específicas ou gerais, mas também o tecer da consciência da singularidade e da comunidade, na medida em que ambas são oprimidas e exploradas. O comum como acto político nasce, portanto, como um processo em que a amizade e a mutualidade entre os despojados se transformam numa comuna de resistências. Hoje, cada espaço socializado pode vir a ser um lugar em que intensidades rebeldes se condensam em organização autónoma na e contra a metrópole. Precários, trabalhadores, gays, estudantes, mulheres, lésbicas, professores, imigrantes, queers, crianças – as singularidades várias devem poder utilizar esses espaços para criar formas de vida revolucionárias e organizar-se de modo a tornar-se inacessíveis à polícia biopolítica. Os elementos comuns – como fundos de ajuda mútua, saberes menores, casas partilhadas, hortas e parques comunitários, ferramentas de produção e reprodução autónoma, paixões e afectos – devem ser resgatados, inventados, construídos e devem estar disponíveis para os que decidem entrar em resistência, em greve ou em revolta. A soma de todos esses elementos comporá, território por território, a Comuna do século XXI.

Tese 7
A única segurança a que as formas de vida insubmissas aspiram é a do fim da opressão e da exploração. A pobreza material e ética a que o biopoder constrange milhões de homens e mulheres é a fonte da insegurança que reina na metrópole e governa a população. Contra isso, não podemos cair na armadilha de reivindicar direitos, o que significaria mais governo e, por conseguinte, menos liberdade: o único direito comum é criado e determinado através do exercício revolucionário. Cada desejo, cada necessidade que as formas-de-vida da multitude são capazes de exprimir estão no seu direito. Ao fazê-lo, exercem o Direito [6].

Tese 8
Sem ruptura não há qualquer possibilidade de gerar as linhas de fuga para lá da autoridade. Cada ruptura corresponde a uma declaração de guerra das formas-de-vida rebeldes contra o Império metropolitano: lembremo-nos de Génova, em 2001 [7]. Na metrópole, vigora uma assimetria entre biopoder e formas de vida, mas é precisamente essa assimetria que pode transformar-se numa arma fundamental da guerra de guerrilha metropolitana: a forma-de-vida em choque com a autoridade torna-se excesso e, quando se expressa com força e determinação, pode tornar-se organização revolucionária da vida comum.


Tese 9
Na metrópole, é a articulação e o encadeamento entre as diferentes forças, e não a sua mediação, que impulsiona as suas intensidades a disputar o jogo das alianças subversivas. A construção e concretização da revolta de Rostock, contra o G8, em 2007, mostrou o potencial deste «jogo» [8]. A autonomia, enquanto indicação estratégica para a sucessão do biopoder, significa composição política metropolitana de todos os devires-menores em devires-comuns, uma proliferação horizontal de contracomportamentos deslocados sobre um único plano de consistência sem que alguma vez se produza uma unidade transcendente. Na metrópole, não há qualquer Sujeito revolucionário: há um plano de consistência da subversão que leva cada singularidade a escolher o seu lado.

Tese 10
A parte importante de cada movimento social metropolitano está no excesso que produz. O excesso, em qualquer uma das suas formas, é a expressão da verdade de uma luta. O que fica de qualquer luta é sempre uma verdade comum.

Tese 11
Sem uma linguagem partilhada, não há possibilidade de partilhar qualquer espécie de riqueza. O comum da linguagem só pode ser construída nas e pelas lutas.

Tese 12
Um dos maiores perigos para as formas de vida autónomas é cair na separação técnica entre vida e política, entre gestão do existente e subversão, entre mercadoria e uso comum, entre enunciação e verdade material, entre ética e activismo cego convertido num fim em si mesmo. A confusão entre o que é comum e o que nos aprisiona à propriedade, ao individualismo e ao cinismo deve ser derrotada na prática, ou seja, através de uma ética do comum forjada no conflito.
O pessoal é biopolítico, a política é impessoal.

Tese 13
As arquitecturas metropolitanas da autonomia são todas horizontais. Como tal, aderem em toda a sua linha constitutiva à forma-de-organização, e vice-versa. As que pertencem ao poder, em todas as formas e por todo o lado onde este se apresente, são verticais e é assim que separam as singularidades do comum. Essas arquitecturas devem ser abandonadas, cercadas, neutralizadas e, sempre que possível, atacadas e destruídas.
A única verticalização possível da autonomia metropolitana reside no confronto com a dominação.

Tese 14
A forma-de-organização, nas actuais condições históricas, não pode ser outra senão a forma-de-vida. É a regulação não-normativa do comum para o comum. Aqui, a disciplina não é senão a organização comum da indisciplina. A forma de organização está no plano de consistência onde circulam as singularidades e a multitude, os afectos e as percepções, as ferramentas de reprodução e os desejos, os gangues de amigos e os artistas indóceis, as armas e os saberes, os amores e as tristezas: uma multitude de fluxos que entram numa composição política fazendo crescer o poder de todos enquanto, em simultâneo, diminui o do adversário.
A horizontalidade proliferante da organização na centralização do objectivo: eis a disciplina que propomos como medida artificial do processo revolucionário enquanto construção do partido da subversão metropolitana.


Tese 15
Na metrópole, os indivíduos são apenas o reflexo corporal do biopoder, ao passo que as singularidades são as únicas presenças vivas e portadoras de devir. As singularidades amam e odeiam, ao passo que os indivíduos são incapazes de viver essas paixões a não ser através da mediação do espectáculo, de maneira a serem governadas e neutralizadas antes de poderem apresentar-se. O indivíduo é a unidade-base do biopoder, enquanto a singularidade é a unidade mínima a partir da qual cada prática de liberdade pode começar. O indivíduo é o inimigo da singularidade. A singularidade é aquilo que de mais comum podemos ser.

Tese 16
Chegou o momento de colocarmos em discussão a categoria da «cidadania», a herança de uma modernidade urbana que já não existe em lado nenhum. Na metrópole, ser um cidadão significa simplesmente cair na tarefa biopolítica da governamentalidade, secundando a «legalidade» de um Estado, de uma Nação e de uma República que já não existe a não ser como gânglio da repressão organizada do Império.
A singularidade excede a cidadania. Justificar a nossa própria singularidade contra a cidadania é o slogan que, por exemplo, os migrantes escrevem com o seu sangue nas costas mediterrânicas, nos Centros de Permanência Temporária em revolta [9], no muro de ferro que separa Tijuana de San Diego ou na membrana de carne e cimento que separa os bidonvilles dos Rom [10] da cintilante inner city da vergonha. A cidadania tornou-se a gratificação para a obediência fiel à ordem imperial. A singularidade, logo que possível, viverá feliz sem ela. Só as singularidades podem destruir muros, fronteiras, membranas e limites construídos pelo biopoder como infra-estrutura da dominação.

Tese 17
Tal como a rentabilidade capitalista explora parasitariamente a cooperação social metropolitana, também a política equivale à rentabilidade do governo sobre as formas-de-vida da multitude: a extorsão violenta ou «democrática» do consenso, o uso privadamente público do comum, o exercício abusivo de uma soberania vazia sobre a sociedade, são as formas de que a rentabilidade política se alimenta, à sombra dos arranha-céus do capital global. Na metrópole, só o político permanece como possibilidade de exercício do comum e prazo multitudinário para a sua apropriação. Não devemos voltar a fazer a política, se quisermos atingir o «ponto de não-retorno». A política é sempre uma forma de governo. O político é, por vezes, revolucionário.

Tese 18
A metrópole biopolítica é administrada exclusivamente com recurso a governação. Os movimentos sociais, as forças autónomas, todos os que têm o desejo genuíno de subverter o actual estado de coisas, compreendem que quando uma luta tem início, não podemos cometer o erro fatal de avançarmos para a negociação com a governação, sentarmo-nos às suas «mesas», aceitarmos as suas formas de corrupção e, nesse sentido, tornarmo-nos seus reféns. Pelo contrário, é necessário impor desde o início o campo de batalha, os prazos e até a modalidade de luta. Só quando o equilíbrio do poder for destruído em favor da autonomia metropolitana será possível negociar a rendição da governação, mantendo-nos firmemente de pé. A extraordinária insurgência de Copenhaga [11] demonstra que isso é possível, assim tenhamos a coragem de tomar a iniciativa e não ceder.

Tese 19
Na metrópole, é precisamente quando o trabalho se tornou supérfluo que, paradoxalmente, toda gente tem que trabalhar permanentemente, intensivamente, do nascimento até à morte, e talvez mais além; evidentemente, o impulso para trabalhar é, cada vez mais abertamente, uma obrigação política imposta à população, para que se torne dócil e obediente, colectivamente empenhada na produção de bens e individualmente ocupada na produção de si enquanto súbdito imperial. Reivindicamos a recusa do trabalho e a criação de outras formas de produção e reprodução de vida que não sejam esmagadas sob o jugo do salário, que não sejam sequer definíveis linguisticamente pelo capital, que comecem e terminem com e no comum. O rendimento metropolitano garantido só pode tornar-se um facto comum quando as práticas de apropriação e a extensão da autonomia sobre o território impuserem maciçamente um novo equilíbrio de poder. Até esse momento, é provável que, pelo contrário, seja – como acontece por exemplo nas propostas locais e regionais do chamado «rendimento cidadão» – uma outra passagem na fragmentação do comum e na hierarquização das formas-de-vida. Além disso, como nos ensinaram as experiências autónomas dos anos 1960 e 1970, só quando somos efectivamente capazes de colocar as nossas próprias vidas em comum, de arriscá-las na luta, é que qualquer reivindicação igualitária faz sentido. Na nossa história, nunca houve uma reivindicação económica que não fosse imediatamente política: se os operários diziam «mais salário para todos» para significar «mais poder para todos», hoje o «rendimento para todos» significa «poder partilhado por todos».
Como singularidades que tomaram o partido da subversão, temos que ter a coragem de construir e partilhar o comum, acima de tudo, entre nós. É isso que nos torna fortes.

Tese 20
Uma nova educação sentimental está em curso nas comunidades rebeldes, a sua invenção e a sua experimentação microfísica estão na ordem do dia em cada experiência revolucionária genuína que luta hoje contra o Império. Não se poderá falar de amizade, de amor, de fraternidade, senão enquanto partes integrantes do avanço estratégico da insurreição contra o biopoder e pelo comum. No mesmo momento em que a amizade começa a existir, em que um amor se torna uma força do comum ou em que um gangue se constitui para combater a dominação, o seu inimigo surge no horizonte. A destruição da metrópole capitalista só pode ser fruto de um amor irredutível, do esforço comum de todas as singularidades que se insurgirão alegremente contra os sacerdotes do sofrimento e os mercenários colocados na defesa das Torres de comando.
O comunismo que vem será gerado pelas formas-de-vida da multitude que tiverem escolhido o partido do comum contra o biopoder.
«Façam os vossos planos. Mantenham-se a postos 


Notas do texto
1.No texto original em italiano, «della metropoli» significa o que, usualmente, seria «nella metropoli», ou seja, «na metrópole». Pensando numa aproximação alternativa, o sentido poderia também ser «pertence à metrópole».
2.Referência aos densos subúrbios de Paris das minorias, onde nos últimos anos emergiram sistematicamente numerosas situações voláteis.
3. O movimento dos piqueteros foi um factor importante no colapso pós-económico da Argentina em 2001. A linha de piquete inglesa foi adoptada, mas com uma ênfase adicional na impermeabilidade do bloco.
4. Idem.
5.Em italiano, «centro sociale» refere-se especificamente a um tipo de casas ou espaços ocupados que são convertidos em projectos colectivos autogeridos. Há tantas variações quanto exemplos em todo o território italiano, incluindo salas de concertos, bibliotecas, restaurantes, pubs, etc.
6. O «diritto» italiano tem o duplo sentido de «direito» (como «direito civil») e «lei». Obviamente, neste caso, lei não pretende significar qualquer procedimento legal, mas o que poderia ser designado como um direito comum.
7. As mobilizações contra o encontro de 2001 do G8, em Génova.
8. As manifestações de Rostock caracterizaram-se por uma verdadeira mistura da pluralidade de grupos variados e a adopção de uma forma muito mais fluida a respeito das habituais formações bloc. O resultado foi uma massa colorida de diferentes expressões tácticas, tornando extremamente difícil a oposição das autoridades.
9. Os CPT são estruturas prisionais utilizadas para manter presas pessoas apanhadas sem autorizações de permanência, geralmente destinadas à deportação.
10. Um bidonville é uma pequena área, geralmente em zonas abandonadas de uma cidade, onde vive uma população de migrantes, muito similares aos campos de migrantes que encontramos nos Estados Unidos.
11. Referência à campanha de resistência ao despejo da casa colectiva Ungerdomshuset, em Copenhaga.

Imagens
As fotografias são da autoria de Tano d’Amico, fotógrafo Italiano que acompanha e documenta de forma regular desde os anos 70 manifestações e acções de luta.

Marcelo Tarí
Marcello Tari é um "Investigador descalço" cujos interesses se centram, sobretudo, na compreensão dos movimentos contemporâneos antagonistas. Contribuiu para a formação e animação da Uninomade, rede europeia de investigadores e activistas políticos. Publicou em Portugal pelas edições Antipática o livro “Um Piano nas Barricadas. Autonomia Operária em Itália (1973-1979)” (2013).

Notas da edição
Texto publicado em português no Stasis Club em Agosto de 2016 e traduzido para português por Ricardo Noronha.

Ficha Técnica
Data de publicação: 02.05.2017