// ABOUT PUNKTO




-------------------------------
Punkto é uma revista irregular, imprevisível e in-disciplinada sobre limites: da prática, da teoria, da arte, da arquitectura
-------------------------------

«O ponto não é estabelecer um sistema de referências, instituir leis, consumar um mecanismo. Digo que o ponto é propiciar o aparecimento de um espaço, e exercer então sobre ele a maior violência. Como se o metal acabasse por chegar às mãos – e batê-lo depois com toda a força e todos os martelos. Até o espaço ceder, até o metal ganhar uma forma que surpreenda as próprias mãos. Que se escreva o poema com o próprio sangue (Nietzsche) não pode ser, que o canteiro se transmude na pedra (Rilke) não pode ser: tem de haver um milagre situado um pouco mais longe. Que a palavra sangrenta e a pedra onde se passa a respirar estejam à distância de espantar quem se é. Eu sou isto? Não entendo nada? Preciso ver noutro espaço».
HERBERTO HELDER, DESENHO
-------------------------------
«O segundo elemento vem quebrar (ou escandir) o studium. Desta vez, não sou eu que vou procurá-lo (como eu invisto com a minha consciência soberana o campo do studium), é ele que salta da cena, como uma seta, e vem trespassar-me. Existe uma palavra em latim para designar essa ferida, essa picada, essa marca feita por um instrumento aguçado; essa palavra convinha-me sobremaneira porque remetia também para a ideia de pontuação e porque as fotos a que me refiro estão efectivamente pontuadas, por vezes, até salpicadas, por esses pontos sensíveis. Essas marcas, essas feridas são, precisamente, pontos. A este segundo elemento que vem perturbar o studium eu chamaria, portanto, punctum; porque punctum é também picada, pequeno orifício, pequena mancha, pequeno corte – e também lance de dados. O punctum de uma fotografia é esse acaso que nela me fere (mas também me mortifica, me apunhala)».
ROLAND BARTHES, A CÂMARA CLARA
-------------------------------
«O que faz que uma questão seja considerada como filosófica ou como politica ou como social ou como estética? Se a emancipação tem um sentido, este sentido está justamente na reivindicação de um pensamento pertencente a todo o mundo, sendo que não há divisão natural dos objectos de pensamento e que uma disciplina é sempre um reagrupamento provisório, uma territorialização provisória de objectos e de questões e de objectos que não têm por eles próprios uma localização ou um domínio próprio».
JACQUES RANCIÈRE
-------------------------------

Revista Punkto
Porto

Equipa
Pedro Levi Bismarck
Pedro Oliveira
Carlos Castro

Editor website
Pedro Levi Bismarck

Design website
MAO

Contacto
-------------------------------
Subscrever Newsletter
-------------------------------