O homem é (ou está em) movimento. E a arquitectura é a configuração desse movimento contínuo, de re-adaptação ao mundo, mas também, de um movimento permanente de abertura do homem em direcção a realidade Este singular e decisivo momento/movimento de abertura para o exterior, denomina-se por e-moção. Emoção no seu significado original - a nossa capacidade de nos relacionarmos com a realidade e com os outros.+
ABSTRACT É precisamente nessa linha cintilante entre interior (a construção do meu ser - o eu, as coisas, o privado) e exterior (o limite tangencial das coisas que se mostram - os outros, o público) que a arquitectura se produz. E, por isso, esta não se deve construir sobre uma certa tendência obsessiva pós-moderna de isolamento e de super-potência aniquiladora do espaço e do tempo, mas deve-se construir como um potenciante dispositivo de comunicação (do interior para exterioridade e vice-versa). A arquitectura não deve ser instrumento para uma recusa obsessiva de ver a realidade, nem deve encerrar o homem paranoicamente na sua própria interioridade, deve sim, lança-lo definitivamente na misteriosa profundidade do mundo e do tempo, agarrando infimos fragmentos da realidade e construir o iminente espaço de relação com os outros. É essa a fundamental diferença que a separa de um simples outro instrumento tecnológico. A arquitectura deve inscrever e não ausentar, deve provocar e não anular, deve desvelar e não velar. É essa a possibilidade do movimento, a possibilidade da emoção, a possibilidade da arquitectura. Architecture is (e)motion. [LER TUDO]
Architecture is (e)motion [ENGLISH VERSION HERE]
